Reforma Tributária: Impactos e Regimes Específicos para o Turismo em 2026
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Turismo

Reforma Tributária: Impactos e Regimes Específicos para o Turismo em 2026

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FY Brasil
20 de outubro de 20263 min de leitura

Entenda como a LC 214/2025 e a Reforma Tributária impactam o setor de turismo em 2026, com foco em IBS, CBS, split payment e regimes específicos.

O Novo Cenário Tributário para o Turismo em 2026

O ano de 2026 marca um período decisivo para o setor de turismo no Brasil. Com a implementação da Lei Complementar 214/2025, o sistema de arrecadação nacional passou por uma transformação estrutural profunda. Para empresários do setor — de agências de viagens a redes hoteleiras — entender a transição para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para garantir a sobrevivência e a competitividade do negócio.

O Que Muda com o IBS e a CBS?

A principal mudança reside na substituição dos tributos sobre o consumo por um modelo de IVA dual (IBS e CBS), focado na não cumulatividade plena. Isso significa que, em teoria, o imposto pago em cada etapa da cadeia produtiva pode ser aproveitado como crédito, evitando o efeito cascata. No entanto, para o turismo, a complexidade aumenta devido aos regimes específicos.

Regimes Específicos e Reduções de Alíquota

A legislação trouxe um reconhecimento importante das particularidades do setor. Para mitigar impactos, foram estabelecidas reduções nas alíquotas:

  • Bares, restaurantes e lanchonetes: Redução de 40% nas alíquotas.
  • Hotelaria, parques temáticos e lazer: Redução de 30% nas alíquotas.

Para agências de viagens, a base de cálculo do IBS e da CBS poderá considerar a dedução dos valores repassados aos fornecedores, o que é um alívio para o fluxo de caixa, evitando que o imposto incida sobre o valor total da intermediação, que muitas vezes não pertence à agência.

O Impacto do Split Payment no Fluxo de Caixa

Um dos pontos que mais exige atenção em 2026 é o split payment. Este mecanismo automatiza o recolhimento do imposto no momento da liquidação financeira da transação. Na prática, o valor do tributo é separado automaticamente e repassado ao fisco, enquanto o saldo restante segue para o fornecedor.

O split payment reduz drasticamente o intervalo entre o recebimento da venda e o pagamento do imposto. Para empresas que operam com margens apertadas, isso exige um planejamento financeiro rigoroso para evitar desequilíbrios no capital de giro.

Dicas Práticas para a Gestão em 2026

  1. Avalie o Regime Tributário: Empresas do Simples Nacional devem analisar se a permanência no regime ou a migração para o regime regular (fora do DAS) é mais vantajosa, especialmente considerando a geração de créditos para clientes B2B.
  2. Revise a Cadeia de Fornecedores: Como a não cumulatividade depende dos créditos, certifique-se de que seus fornecedores estão emitindo documentos fiscais corretamente.
  3. Atenção às Plataformas Digitais: Se sua empresa utiliza OTAs ou plataformas de intermediação, entenda que a responsabilidade pelo recolhimento sobre a comissão é da plataforma, enquanto o prestador responde pela sua operação principal.

Conclusão: Prepare-se com a FY Brasil

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança contábil; é uma mudança na forma como o seu negócio gera valor. Decisões tomadas hoje, sem uma simulação precisa de custos e créditos, podem comprometer a margem de lucro dos próximos anos. Não deixe para entender as novas regras quando o impacto já estiver no seu caixa.

Na FY Brasil Contabilidade, somos especialistas em consultoria estratégica para o setor de turismo. Nossa equipe está preparada para realizar o diagnóstico tributário da sua empresa e desenhar o melhor caminho para esta transição. Entre em contato conosco hoje mesmo e garanta a segurança fiscal do seu negócio.

Perguntas Frequentes

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